23/09/2009

O Improvável não é impossível!

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Algum tempo atrás, não me lembro exatamente quando e nem onde,  ouvi uma frase que se encerrava afirmando: ”…o improvável não é impossível…” Logo me fez pensar numa história que traz muito sentido a essas palavras; me refiro à vida de uma mulher que é mãe de 50 filhos. Uma pessoa simples, de origem humilde que possui o nome de uma flor, Flordelis.
Mesmo não possuindo condições, vivendo numa favela, sem recursos ou bens materiais, demonstrou que a força da fé e do amor e a determinação são suficientes para vencer barreiras aparentemente intransponíveis como a fome e o medo da punição por não atender às exigências legais para manter a guarda dos menores que pretendia adotar.
Conheci a Flordelis em 1994 e à época oferecemos um apoio pessoal, primeiramente com meu irmão Zeca e depois de uma forma mais ampla com meu outro irmão Carlos. Com o tempo, aproximamos nossos amigos, evoluimos outras formas de auxílio até iniciarmos, quatro anos depois, inspirados pelos resultados, o Instituto da Criança (www.institutodacrianca.org.br), que prosseguiu até 2006, dando suporte administrativo, financeiro e encaminhamento jurídico à família Flordelis, até que eles próprios encontraram suporte para se manterem.
Permanecemos amigos, fortalecidos pela relação de profunda amizade que construimos com Flordelis, o marido, Pastor Anderson, e sua grande família.
Essa é uma história de sucesso, mesmo com os momentos tristes que inevitavelmente aconteceram. Hoje, Flordelis se tornou uma referência, um expoente no mundo gospel, cantando e alimentando a fé dos que a seguem. Através da palavra missionária, estimula transformações naqueles que se emocionam ao compreender que existem pessoas capazes de doar vida pelos que de vida precisam. A vida, nesse entendimento, é o próprio tempo, o bem maior que possuímos, sobretudo, por ser essencialmente irrecuperável.
O tempo destinado a alguém que necessita nunca é restituído em forma de tempo; retornará preenchendo o tempo seguinte com a alegria de ver que alguém respira alivado, simplesmente, porque agiu naquele instante. Essa compreensão recompensa o espírito preenchido com a certeza do quanto valeu a vida vivida na plena doação do amor. Talvez por essa razão aqueles que descobrem o prazer de promover o bem sintam o incansável desejo de prosseguir realizando novas ações.
Flordelis é uma força, uma luz que ilumina intensamente corações que refletem retribuindo com o sorriso a intensidade dessa luz.
O improvável não é impossível… assista às imagens do trailer no link que apresenta o filme ‘Flordelis - Basta uma Palavra para Mudar’, que será exibido nos cinemas em poucas semanas. Um filme realizado com recursos limitados e colaborações ilimitadas, assegurando a compreensão de como o improvável não é impossível.
Pedro Werneck

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22/09/2009

De uma vida de exclusão para uma vida normal em 19 minutos - Operação Sorriso

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Dona Maria das Dores Antonio acordou na manhã do ultimo dia 13 de agosto
disposta a tentar sua sorte. Sua filha de 5 meses, Ana Clara, havia nascido com uma
fissura labial, o lábio leporino, e Dona Maria das Dores tentava, desde o nascimento,
conseguir que sua querida filha recebesse a cirurgia reparadora. Até então ela não
havia tido sucesso. Mas na noite anterior, voltando com ela para sua casa, à bordo de
um ônibus que cruzava a ponte Rio-Niterói, Dona Maria começou a ser indagada por
outros passageiros sobre sua filha e porque ela não a havia levado ao tal “mutirão que
está acontecendo no Hospital do Fundão”, ao que ela respondia que havia perdido a
oportunidade, pois as inscrições tinham sido só na semana anterior. Ao chegar em
casa, o mesmo discurso, dessa vez feito por suas ‘comadres’: “leve ela lá, que mal
tem?”, perguntaram.
Na manhã do dia 13, ao chegar ao Hospital do Fundão, Dona Maria foi
encaminhada para o 12o andar, o centro cirúrgico, para que os voluntários da
Operação Sorriso pudessem orienta-la sobre os caminhos que poderia tomar no
futuro, para tentar conseguir a cirurgia para sua filha. Pelo menos era o que ela
imaginava. Então imaginem o susto desta mãe de Niterói, angustiada havia 5 meses
pela luta diária de tentar mudar a vida de sua filha, quando depois de 5 minutos de
conversa com um voluntário da Operação Sorriso e uma avaliação no mesmo
momento feita por um cirurgião plástico, um pediatra e um anestesista, ela foi
informada de que sua filha receberia a cirurgia reparadora:
- “Ah, é? Esse mês ainda?” – indagou Dona Maria das Dores.
- “Não”, respondi, “daqui a mais ou menos 35 minutos. É só o tempo de
abrirmos o prontuário dela e fazermos os exames”
O olhar que recebi, assim como as lágrimas de Dona Maria ficarão para sempre
guardados como uma memória deste programa!

Mas Dona Maria não seria a única história comovente destes dias corridos,
muito pelo contrario. Naquele mesmo dia, naquele mesmo instante em que eu
conversava com ela, Douglas Daniel do Nascimento, um rapaz saudável de 13 anos,
morador da Vila Kennedy, estava recebendo sua cirurgia de palato. A voz
extremamente anasalada, resultante de seu palato aberto, havia feito com que
Douglas abandonasse a escola anos antes e por isso ele não sabia ler ou escrever. As
constantes brigas com colegas de classe fizeram com que sua mãe, Márcia Lima
Macedo, não estranhasse a decisão. Só que Dona Márcia não estava do lado de fora
do centro cirúrgico naquele instante, como as outras mães e pais, esperando o fim da
cirurgia e tentando vencer a ansiedade de não saber o que estava acontecendo com
seus filhos. Naquele instante, Dona Márcia estava na enfermaria, cuidando de seu
outro filho, Victor Hugo, de 6 anos, que havia saído da mesma cirurgia momentos
antes e se recuperava bem, dormindo.
Aquela sensação de ansiedade Dona Márcia já conhecia bem, pois na 2a feira,
primeiro dia das cirurgias do programa, eu havia a visto aos prantos de emoção
quando sua filha, Michelle, a primeira dos seus três filhos que foram operados
naquela semana, saiu da cirurgia. Mãe de 6 filhos, 3 deles fissurados, Dona Márcia
passou, em suas palavras, a maior parte dos últimos 13 anos dentro de casa,
acompanhada de seus filhos. Em apenas uma semana, sua vida havia mudado por
completo, assim como a dos seus três filhos mais novos. Até o mês anterior e apesar
de morar dentro da cidade, Dona Márcia, incrivelmente, não sabia que existia uma
possibilidade de cura para seus filhos, mas um intervalo de novela na TV Globo na
semana anterior, onde o comercial da Operação Sorriso foi passado, faria mudar para
sempre o futuro de sua família. E o primeiro objetivo apos retornarem para casa?
“mandar eles pro colégio, depois sair mais de casa, aproveitar a vida, né?”.
Dona Márcia Lima Macedo e dois de seus filhos, recém operados
Aproveitar mais a vida é que o Senhor João Ferreira da Silva, morador de
Duque de Caxias tinha em mente na última sexta-feira. Seu João tem 59 anos e até
então, havia passado toda sua vida com uma fissura labial. Motivo? Quando veio do
Rio Grande do Norte para o Rio há décadas, ele já possuía dois filhos, que seriam
seguidos de mais 3 e, durante toda sua vida, sempre teve medo de perder mais de
dois dias de trabalho pela cirurgia, o que poderia fazer com que seu patrão o
despedisse. Agora, com seus 5 filhos criados, Seu João e sua mulher, casados há 40
anos, haviam decidido que já era hora dele aproveitar mais a vida e o primeiro passo,
segundo ele, era: “resolver esse problema que me acompanha há 59 anos e ficar
bonito”. Perguntei ao simpático Seu João o que ele achava que aconteceria agora que
ele havia sido operado? “ah, meu filho, sem dúvida que minha mulher vai se
apaixonar de novo por mim e vamos aproveitar!”
João Ferreira da Silva antes e imediatamente depois da cirurgia
Se apaixonar é algo que Cristiane da Cruz, de 36 anos, quer muito fazer,
especialmente por si própria. Operada de uma fissura labial no mesmo dia que o Seu
João, Cristiane pediu um espelho para se olhar assim que chegou à sala de
recuperação, ainda dentro do centro cirúrgico. Ao se olhar, suas únicas palavras
foram: “agora sim posso me olhar no espelho”. Cristiane teve que esperar 36 anos
por esse momento!
Tão forte é a vontade de mudar dos pacientes fissurados, que o Leonardo, um
simpático e falante jovem de 20 anos, morador de Mesquita, no Rio de Janeiro, ao ser
informado pelo cirurgião que o operaria que, talvez, dado sua fissura labial, fosse
necessário retirar um pequeno pedaço de sua orelha para reparar o tecido, ele
respondeu: “Doutor, se for pro Senhor me deixar com o nariz e a boca novos, o
senhor pode tirar minha orelha inteira!”.
A luta por uma cirurgia não tem idade e também não tem fronteiras, como
comprovada pela mãe de uma adolescente que havia chegado do Maranhão,
especialmente para tentar a cirurgia no programa do Rio da Operação Sorriso. Sua
irmã mora há alguns anos em Campo Grande, no Rio, e custeou as passagens da irmã
e da sobrinha para que viessem ao Rio.
Essas são algumas das histórias que cruzaram meu caminho nos últimos 10
dias. Assim como eu, outros dos mais de 100 voluntários envolvidos no programa
cirúrgico do Rio 2009 devem ter histórias que ouviram, os emocionaram e que
levarão para toda vida como prova do que é possível realizar quando as pessoas se
juntam para fazer o bem.
Os resultados podem ser contemplados nos olhos de pais como Verônica, mãe
da Camila Vitória Alves, um bebê de apenas 4 meses, que virou o xodó de toda
equipe, em parte pela simpatia de ir no colo de todos sem reclamar e, em parte, pois
uma das pediatras da missão insistiu que a pequena, e bela, Camila era uma cópia
fidedigna dela mesma quando bebê. Na noite do dia em que sua filha havia recebido a
cirurgia reparadora, encontrei sua mãe debruçada sobre o berço na enfermaria,
sussurrando para ela mesma: “ela está linda. Ela ficou perfeita, perfeita, não
acredito”. Começamos a conversar sobre sua filha e sobre seu sofrimento quando
descobriu que teria uma filha fissurada e não sabia como seria possível trata-la ou se
até era possível. Depois que ela terminou de me contar sua história, eu disse apenas:
“pois é, veja só o que foi possível mudar para o futuro da sua filha com uma
cirurgia de apenas 19 minutos. Sim, eu vi a cirurgia dela e durou 19 minutos do
primeiro corte ao último ponto, acredita?”. Ela olhou nos meus olhos, sorriu e
começou a chorar e a dizer obrigado. Mas obrigado quem deveria dizer somos nós, os
voluntários, por termos a experiência de passar por momentos como esse e por
termos ajudado, por menor que seja a ajuda, a 114 famílias terem momentos como
esses na semana passada. Famílias e pacientes terão, para sempre, suas vidas
modificadas e, em alguns casos, tudo que os separavam de uma vida normal, como
vimos, eram 19 minutos.
Camila Vitória Alves, 4 meses, apos receber a cirurgia reparadora

Por: Frederico Jacobsen Junqueira - Voluntário da Operação Sorriso

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16/07/2009

Venture philanthropy: inovação em investimento social privado

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O IDIS está estudando venture philanthropy, uma nova tendência no Brasil de apoio a organizações sociais, baseado na adaptação de práticas de gestão estratégica aplicadas a investimentos sem fins lucrativos. O objetivo é alavancá-los, elevando suas taxas de retorno. A tendência tem como foco a construção de organizações sociais sólidas e não apenas o aporte de recursos.

A expressão ainda não tem tradução para o português e as primeiras iniciativas estão chegando ao país agora. Mas o venture philanthropy traz promessas de benefícios para o investidor social e para as organizações da sociedade civil (OSCs). O conceito baseia-se na dissociação entre filantropia e assistência social e na adaptação de estratégias de gestão corporativa para o setor social. Ocorre por meio da aplicação de princípios do venture capital, com investimentos de longo prazo, monitoramento e suporte proativo para maximização do retorno. O investimento social se dá tanto em termos financeiros como não-financeiros – como a utilização de horas de apoio técnico, estratégico e gerencial às necessidades das organizações.

No venture philanthropy, mais do que realizar o repasse financeiro, o investidor social participa do fortalecimento da instituição financiada, tornando-a capaz de gerar elevadas taxas de retorno social e eventualmente ganhos financeiros sobre o investimento realizado. Ou seja, seu apoio torna-se mais eficiente e eficaz, além do benefício adicional de promover mais engajamento dos investidores sociais.

A economista Martha Hiromoto, que encabeçou voluntariamente este estudo do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) sobre o tema, explica que um dos diferenciais dessa forma de investimento é a possibilidade de oferecer mais robustez às organizações financiadas. Isso porque ele junta o capital doado a um “pacote de gestão”. Dependendo do tipo de investimento adotado, o impacto na organização é diferenciado: o pacote pode variar do simples aconselhamento estratégico à seleção de funcionários, podendo interferir na estrutura da instituição.

Mudança de paradigma

O novo modelo exige uma alteração na lógica do investimento social tradicional: em vez de o apoio focar-se em uma ação ou projeto de curta duração, em geral com duração de um ano, ele é direcionado para a instituição como um todo. Para ter tempo hábil de gerar mudança na estrutura organizacional, a destinação de recursos ocorre por períodos longos, geralmente com a previsão de resultados após três ou cinco anos do início do contrato. Veja as principais diferenças no quadro.

Diferenças entre o Investimento Social Privado Tradicional e o Venture Philanthropy

Recursos

Investimento por projeto

Investimento por projeto e institucional

Prazo de retorno

Projetos de 1 ano

Retorno esperado varia entre 3 e 7 anos

Monitoramento

À distância

Direto

Retorno

Social

Social e eventualmente financeiro

Avaliação

Processo e resultado de projeto

Processo, resultado e impacto

Nível de Engamento

Baixo

Alto

Fonte: IDIS

Outro importante diferencial do venture philanthrophy é o fato de sempre prever a saída do investidor. “É um investimento com hora para acabar”, afirma a economista. A organização é preparada para continuar em busca de retornos sobre os investimentos por suas próprias capacidades, e em geral com sustentabilidade. Isso não significa que a mesma instituição não possa receber um novo aporte. Pelo contrário. Após determinado prazo, é possível obter mais recursos. “Mas o novo investimento ocorrerá a partir do estabelecimento de novos indicadores e metas”, completa Martha.

Experiência nacional

No Brasil, o venture philanthropy ainda é pouco praticado. Martha Hiromoto conta que o estudo que vem sendo executado pelo IDIS encontrou, até agora, apenas um caso desse tipo de investimento. Trata-se do Fundo Ninho, da organização Nonprofit Enterprise and Self-sustainability Team (NESsT), que oferece aporte financeiro e de capacitação para a criação de atividades empresariais sociais. A experiência é aplicada em outros nove países da Europa Oriental e das Américas Central e do Sul.  O objetivo é ajudar as organizações apoiadas na busca de auto-financiamento, diminuindo a dependência por doações, que, geralmente, possuem muitas restrições para o uso do dinheiro além de serem realizadas por períodos curtos.

Stock.xnchg: Mão estendidaEm solo brasileiro, a NESsT ainda está finalizando seu primeiro edital, aberto em 2008, com patrocínio do Banco Real. O processo envolve uma formação com as instituições pleiteantes, dividida em etapas, com duração de 12 meses. O processo não é eliminatório: são as próprias organizações que optam por prosseguir. Entretanto, várias saem por falta de tempo, poucos recursos humanos etc. Entre as que conseguem chegar ao fim, as duas com melhor desempenho são escolhidas para ganhar o prêmio de 10 mil dólares. A previsão é que esse primeiro edital se encerre em agosto de 2009 e que um novo seja aberto em setembro, com apoio da Ashmore Foundation.

A gerente de desenvolvimento de empresas da NESsT no Brasil, Jennifer Iverson, conta que a experiência brasileira é muito recente para se pensar em resultados. Porém, analisa que os brasileiros são muito criativos na busca por soluções. Sobre os problemas enfrentados pelas organizações nacionais, ela enfatiza que são os mesmos existentes nos outros países em que a instituição atua, ou seja, desafios comuns aos mercados emergentes.

A falta de capacidade de gestão organizacional e financeira, a ausência de planejamento estratégico a longo prazo e o não estabelecimento de metas concretas são os maiores obstáculos para o sucesso das OSCs, segundo a gerente da NESsT. Ela avalia que o fato dessas organizações contarem com financiamentos de curto período – a maioria de apenas um ano – gera dificuldades em pensar no futuro. Por isso, Jennifer aposta que o venture philanthropy possa render bons frutos.

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08/07/2009

Quanto tempo nossas coisas levam para se decompor? Exposição dos materiais a diferentes tipos de ambiente torna o cálculo do tempo de decomposição impreciso

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Para ler a mtéria e ver o quadro com o tempo que alguns materiais levam para se decompor, acesse http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_476382.shtml

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29/06/2009

Alôôôôô!!!! Planeta, tem alguém aí? - Fome atingirá 1 bilhão e Iogurte já está em 87,9% dos lares do país.

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No dia 20 de junho último saiu no Caderno Economia do “O Globo”, página 31 - “Pela primeira vez na História, fome atingirá mais de um bilhão“- ONU culpa crise e preço de alimentos pela situação.

No mesmo dia, no mesmo jornal, no mesmo caderno, porém na página 33 a manchete era outra “Iogurtes para todos os gostos” - Produto já está em 87,9% dos  lares no país, e indústria investe em mais lançamentos.

Não sei se o errado sou eu nessa história toda mas algo está errado no Planeta Terra. Acho que é um bom momento para nós consumidores de Iogurtes pensarmos um pouco no outro lado da vida.

Mais uma vez “puxo a sardinha” para uma brasa que acredito: - Se nós - consumidores de iogurtes - pensássemos melhor no nosso consumo dos alimentos e buscássemos aprender mais sobre como aproveitá-los melhor (consumindo por inteiro as frutas, com suas cascas, polpas e sementes; os legumes com suas cascas, talos e folhas; as verduras com seus talos ) faríamos um menor consumo e com isso pressionaríamos a baixa nos preços de muitos deles dando possibilidade para que as pessoas de menor renda pudessem, também, comer melhor. É um ciclo onde todos precisamos fazer a nossa parte.

Aproveite e entre no blog do Projeto apoiado pelo Instituto da Criança:

http://comendodetumtudo.wordpress.com

fabio@insitutodacrianca.org.br

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29/06/2009

Faça a Diferença !!! “Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só podia fazer pouco.”

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Planeta Voluntários

Londrina/Pr/Brasil

 

 

Artigo 003 

Faça a Diferença !!!

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só podia fazer pouco.”

 

  

Pobreza

Entre 55 e 90 milhões de pessoas passarão à condição de

pobreza extrema ainda neste ano de 2009, devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional.Mais de 1 Bilhão sofrerá de fome crônica no mundo todo.

Segundo pesquisas, 53,9 milhões de brasileiros são pobres; isso significa que quatro em cada dez brasileiros vivem em miséria absoluta. Entre as 130 Nações que medem a distribuição de renda, o Brasil é o penúltimo colocado; só ganha de Serra Leoa.equivale a 31,7% da população. 21,9 milhões dessa população são muito pobres, ou 12,9% dos brasileiros.  

 

 

Violência

Segundo a UNESCO, de 60 países analisados, em apenas 06 o número de homicídios é superior ao número de mortes por acidentes de trânsito.Dentre esses está o Brasil e mais três países da América Latina. Em 49 desses países, o número de suicídios é superior ao número de homicídios; dentre as exceções está o Brasil e mais sete países da América Latina. A América Latina é a região onde mais ocorrem homicídios no planeta: 30 mortes para cada grupo de 100.000 pessoas ao ano, o triplo da média mundial.

Da população mundial, o Brasil responde por 11% de todos os homicídios do planeta. É o 2º país que mais mata utilizando armas de fogo, 3º em homicídios contra jovens e 4º colocado em homicídios no geral. O Brasil é o 3º mais violento da América Latina, perdendo somente para a Colômbia e Venezuela.

 

 

Aborto

Estima-se que são feitos 42 milhões de abortos a cada ano em todo o Planeta, e, desses, 20 milhões são ilegais ou executados clandestinamente. Segundo a OMS, abortos inseguros causam por volta de 65.000 a 70.000 mortes maternas a cada ano(1), 99% das quais ocorrendo nos países em desenvolvimento(2).

No Brasil a cada minuto, quase dois abortos clandestinos são realizados . O número é uma estimativa baseada nas internações pós-aborto pelo SUS e aponta que, desde 1999, cerca de 952 mil mulheres interromperam a gravidez por ano no país.

 

 

Desmatamento

Dados divulgados indicam que a Floresta Amazônica perdeu 754,3 quilômetros quadrados de florestas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. A área equivale a metade do município de São Paulo.

O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

O Brasil é campeão mundial de desmatamento.  Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.  As principais causas pelo desmatamento na Amazônia são a retirada de madeira, o cultivo de soja e gado.

 

Nós, do Planeta Voluntários, convidamos você a servir e a apoiar os outros com devoção e compaixão. Começando com a nossa própria transformação pessoal e, mediante serviço, por fazer a diferença, é a forma como nós acreditamos que vamos chegar a essa massa crítica de pessoas que, juntas, emerge como a nova humanidade. 

Serviço altruísta surge espontaneamente a partir de apenas compreendendo que somos uma humanidade. Talvez você possa escolher as atividades que podem de alguma forma contribuir para o bem estar dos outros em sua comunidade. Isso poderia ser empenho pessoal voluntariado como ajudar uma pessoa idosa, um orfanato, um abrigo, um hospital, entre outros.

 

Os valores e os princípios do movimento emergente para uma nova humanidade, e da Aliança, que está a tentar servi-lo, se baseiam no apoio de políticas, as causas e as ações que favoreçam o respeito pela vida, dignidade humana, a liberdade, a sustentabilidade ecológica e a paz.

 

Faça todo o bem que puder

Por todos os meios que puder

De todas as maneiras que puder.

Em todos os lugares que puder

Todas as horas que puder

Para todas as pessoas que puder

Enquanto você puder.

Faça a Diferença.

 

 

 Por Marcio Demari

 PLANETA VOLUNTÁRIOS
 
Porque ajudar faz bem !!!
http://www.planetavoluntarios.com.br

 

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29/06/2009

BAURU SEDIARÁ I FÓRUM EMPRESARIAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE

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Release:

 

BAURU SEDIARÁ I FÓRUM EMPRESARIAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE

 

 

Bauru sediará, de 14 a 16 de agosto, por ocasião dos festejos de aniversário da cidade, o seu I Fórum Empresarial de Responsabilidade Social e Sustentabilidade. O evento, organizado pela agência de publicidade MCPP, já conta com a parceria da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da UNESP, da Fundação Amaral Carvalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Bauru e do Projeto Redes Sociais do SENAC e pretende inovar em seu formato, propondo o diálogo entre quatro esferas distintas: a sociedade civil organizada, a classe acadêmica, a política, e a empresarial.

A idéia fundamental que norteia o evento é a da gestão participativa, horizontal e sem hierarquias, hoje possível por meio dos usos das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação. Acreditando que o momento é de transição entre um tipo de tecnologia comunicativa da democracia para um tipo de psicologia comunicativa da colaboração, os organizadores do evento, Jorge Luiz Maskalenka e Marta Caputo acreditam ser possível e necessário superar os entraves da burocracia estatal, por exemplo, para horizontalizar o diálogo com seus representantes e até mesmo, envolvê-los em projetos de iniciativa popular, mantendo o necessário comprometimento, desde a identificação de problemas, até o consenso para as soluções dos mesmos.

A mesma metodologia também se aplica à formulação de estratégias de planos de desenvolvimento empresarial sustentável e nas implicações destes com relação à responsabilidade social empresarial. Para além do voluntarismo das empresas e do discurso publicitário e mercadológico, as ações de responsabilidade social corporativa podem e devem, antes, atender às demandas das comunidades onde se inserem.

Para que a teoria seja colocada em prática, o fórum pretende, nos três dias do evento, fomentar a criação de Grupos de Trabalho Integrados, compostos por empresários, acadêmicos, representantes políticos e da sociedade civil organizada, cuja tarefa será a de redigir a Carta Verde de Bauru, estabelecendo-se, por meio desse documento, as metas para o desenvolvimento sustentável do município e da região para a década que se inicia. Os grupos podem ser propostos em formulário específico para esse fim, disponível no web site do evento, cuja URL é www.fers.com.br A única recomendação dos organizadores é que o proponente se empenhe em manter a diversidade do grupo, privilegiando todas as categorias convidadas a participar do evento.

A programação completa do I FERS será publicada nos próximos dias, no  web site mencionado.

 

Marta Caputo

Vice Coordenadora

I Fórum Empresarial de Responsabilidade Social e Sustentabilidade - Bauru 2009

www.fers.com.br

marta.caputo@fers.com.br

 (14) 3204-1749 / (14) 3016-5852

 

Apoio: Planeta Voluntários

A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!

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23/06/2009

INSTITUTO CATARATA INFANTIL

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O Instituto Catarata Infantil (ICI), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, foi criado em 2004 com objetivo de atender, gratuitamente, crianças com diagnóstico cirúrgico da doença, prioritariamente de zero a três anos de idade, e baixa renda familiar. O ICI oferece às crianças com catarata infantil consultas e exames oftalmológicos; pré-operatórios; cirurgia de catarata sob anestesia geral; exames e acompanhamento pós-operatórios (refração e prescrição de óculos); cirurgia de implante secundário de lente intra-ocular sob anestesia geral aos dois anos de idade, entre outros. Sendo necessário, a criança também é incluída em um programa de estimulação visual nos primeiros meses após a cirurgia. Além dessas ações, o Instituto tem como uma de suas propostas alertar a população sobre a importância do exame do reflexo vermelho para detecção da doença, conforme lei vigente desde setembro 2002.

O ICI está localizado em Botafogo  e para ser atendido é necessário apresentar laudo médico com o diagnóstico de cirurgia de catarata infantil. Em seguida, será feita a pré-triagem (2551-1960) com o oftalmopediátrico e assistente social e, estando dentro dos critérios de elegibilidade, a criança será incluída no tratamento especializado. Atualmente, o Instituto conta com a parceria do Instituto Brasileiro de Oftalmologia (IBOL), da RH Assessoria e Planejamento, da CBM (organização internacional, cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida de pessoas pobres e pessoas com deficiência) e Interview Ótica (colabora com a doação de óculos adequados a cada caso). Desde 2004, já foram realizadas 418 consultas, 90 cirurgias e 99 exames sob sedação. Hoje, o ICI acompanha 58 crianças.

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11/03/2009

IMAGENS EVENTO - SAMBA NO BRECHÓ

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  • Vídeo com imagens do evento realizado em 21/12/08 em prol do Instituto da Criança, no Cinemathéque, em Botafogo, Rio de Janeiro.
  • O evento contou com uma animada roda de samba, poesias, DJ’s convidados e peças de roupas provenientes de doadores e famosos, como Juliana Paes. O brechó tinha como principal objetivo reforçar o conceito do Consumo Consciente.

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19/02/2009

Corrupção da Indiferença

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Luninha, adorei sua iniciativa e o texto do Fabio também está muito bom, inclusive acho que já serviria como primeiro post.
 
Bom vou fazer minha parte e enviar uma sugestão, não sei se é boa mas mas uma sugestão.
 
Quando eu ainda esta no 3º ano do colégio em 2001 (meu Deus, estou ficando velha!!), teve um concurso promovido pelo jornal Folha Dirigida em parceira com a biblioteca Nacional, onde os alunos foram incentivados a escreverem redações sobre os temas ética e paz. Bom, houve uma seleçãoo e montaram um livrinho.
 
http://www.marcelinas-rio.com.br/Pagina%20Col%E9gio/ImagensEspacoAberto/etica%20e%20paz/etica%20e%20paz.htm
 
Bom, além de estar mandando a minha redação que foi uma das escolhidas, “A Corrupção da Indiferença”, estou enviando para o nosso blog, porque mesmo a redação sendo escrita em 2001, ela continua ainda muito atual, como diversas outras cronicas e músicas que falam sobre o nosso país, governo, educação, desigualdade, etc etc e muitas etcs…  Mas principalmente envio esse post, para destacar o quanto o grupo do IC é diferente, como todos são avessos a indiferença e não se contentam simplesmente em reclamar e dizer “isso é um absurdo”.
 
O grupo do IC não reclama, ele faz. Ele põe na mesa (todas as segundas-feiras) os problemas, mas não fica por aí, logo depois vem as soluções. É a reunião do grupo dos diferentes!
 
Bom é isso, espero que gostem!

 

 

 

Mariana Menezes Sophia Teixeira - Corrupção de Indiferença:

 

 

        Quinze anos após o fim do ditadura, mais do que nunca as desigualdades sociais vêm à tona. A falta de assistência e a indiferença para com o povo brasileiro, em vez de despertar e mobilizar o cidadão para restaurar seu conceito moral, hoje só servem para virar tema de carnaval: “Porque o de cima sobe e o de baixo desce!”

        É muito fácil denegrir a situação atual brasileira dizendo que tempo uma economia vergonhosa, que nos governantes são corruptos; porém, mais fácil ainda é despejar esse despautério na mão dos outros e assistir passivamente à degradação da nossa moral, valor essencial à vida do homem em sociedade, e que perpassa toda a história da humanidade.

        Atualmente a maior forma de corrupção do brasileiro é a indiferença; o conformismo diante de tanta pobreza que chega a ser revoltante. A sociedade lamenta a situação, porém sua única ação é cruzar os braços e fechar os olhos. Através de uma pesquisa feita pelo Data-folha, constatou-se que o brasileiro está conivente com a corrupção dos políticos, seguindo a linha de pensamento: “rouba, mas faz.”

        Embora o governo atual alegue que 97% das nossas crianças estejam nas escolas e não nas ruas mendigando, a escolaridade ainda é um dos mais alarmantes problemas sociais. A questão não é quantidade e, sim, qualidade.

        Ao constatar as péssimas condições dos colégios públicos, novamente a sociedade fecha os olhos, e, quem pode recorre às entidades bem estruturadas, nada fazendo para reverter a situação.

        Dizer que o futuro do pais pertence às nossas crianças já se tornou uma frase clichê. Cabe ao governo e, principalmente, à sociedade brasileira estruturar a formação de caráter de nossos futuros cidadãos, que um dia poderão vir a governar o país. Para isso é necessário consciência e responsabilidade, valores estes que levam a uma conduta ética. Mas se você é uma das pessoas que acham que o melhor a fazer é esperar e ver no que vai dar, sinto informar: “o futuro já está em nossas mãos e não adianta omitir-se”.

 

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